Eu precisei voltar (Pseudo-corna)

 Eu sabia que assim que eu começasse a ler "O Diário de Brigitte Jones" eu voltaria a escrever aqui. Esse blog começou por causa do "Diário de Princesa". Bem, é uma evolução... não muito boa mas é uma. E do jeito que a minha vida anda é melhor ficar feliz com as simples coisas da vida como: voltar a fazer o que você mais ama - escrever.

 O fato é: eu sou uma pseudo-corna. Quer dizer, eu fui, porque depois que você termina você não é mais, certo? O outro fato é: estou escrevendo isso enquanto tenho uma leve diarreia matinal após uma madrugada inteirinha vomitando. Mas - eu preciso me recordar disso - talvez isso seja uma mãozinha de deus pra eu ficar esbelta. Espero que sim e que não ao mesmo tempo, vomitar a bile é péssimo.
 Bem, voltando ao fato que sou uma pseudo-corna. Eu nem sei mais quem lê isso ou se leem isso porque faz um ano que eu não escrevo (ou mais) mas é o seguinte: eu estava com cara e ele comigo mas na cabeça dele ele tava com outra. Ele não estava e nem esteve (se bem que agora ele anda estando) fisicamente com ela. Então eu sou uma pseudo-corna, o que é ainda mais "patífel", acredito eu, que ser uma corna DE VERDADE. 
 PS: na verdade agora que pensei melhor... acho que é menos ruim ser uma pseudo-corna. De qualquer forma é melhor do que ter dado seu primeiro beijo aos 19 anos (haha, isso é fato do "Casal do Ano", o Patife e da Bitch, [que nem deveria ser chamada de Bitch e sim de Witch porque ela é feia e chata e nunca transou na vida] que agora são muito felizes e alegrinhos andando pela estrada da vida de mãos dadas, owm). 
 PSS: preciso parar de pensar nos dois. E planejar como matá-los. Vai passar. Já passou.
 Minhas extremidades estão frias e sem coordenação, já que eu já coloquei tudo pra fora e não repus nem água. E a última vez que comi foi as 21:00
de ontem. Estou me sentindo uma top model? Sim. Mas minha cabeça dói. Melhor voltar a ler.

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Crises (um pouco existenciais)

 Li um texto sobre a mudança, da Lya Luft, umas semanas atrás. Aliás, o nome dela combina muito com o texto, já que "Luft", em alemão, significa "ar", sempre em rotação, mudança, aquecimentos e resfriamentos. Eu tentei ir com ela. Fiz uma mudança, cortei meu cabelo de longão à curtinho. Fazer o que, achei que iria mudar minha vida. Sim, sou fútil e inútil. E não, nada mudou.
 Ando tentando fazer tudo dar certo e isso só me dá dor no estômago - gastrite. Gastrite e rinite e sinusite. É "safadinha" daqui, "pegou geral" de lá. É reprovação ali, pressão de cá de dentro. Nunca nada tá certo, nunca tô no cronograma.
 Mas voltemos a Lya Luft.
 Mudanças.
 Por que eu não consigo? Eu realmente estou me sentindo mais velha. Três anos, um igual ao outro. Acordando na mesma hora, dormindo na mesma hora, fazendo as mesmas coisas. Parece que uma mudança seria tão esplêndida que acredito que não mereça a mesma.
 Vomitei um dia porque meu namorado disse que outra era linda, fotogênica e gostosa. Disse pra ele que era culpa de nervoso por causa do vestibular. Vomitei e me sinto mal, acho que não sou o suficiente.
 Tirei dez em uma redação. Dez, mas era redação da escola. Achei que tava tudo horrível, errado. Refiz-a, inteirinha. Linha por linha. Não achei que mereci um dez.
 Não é ciúmes.
 Não é perfeccionismo.
 É essa sensação horrível,
 insônia e
 dor no peito.


 Eu tinha um blog de poemas que era um bagaço, pra falar a verdade. Era merda.
 Nunca me perdoei por isso.

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Um post um pouco mais otimista - Um feriado de céu azul - Viva o drama

 Estou sem minha conta-corrente, que é onde meus pais me depositam dinheiro. Também estou sem celular, não que ele tenha quebrado, mas eu não posso usufruir mais de nenhum serviço (sms e ligações). Também estou bem gripada há uma semana, mas isso não é nada demais. Já tomei um litro de laranjada, espero que faça efeito.
 É incrível como eu faço dramas absurdos, porém momentâneos, por nada. Hoje faltou me jogar no chão chorando e reclamando porque não consigo fazer ligações e não falei com meu namorado. "Ahhhh estamos nos afastando! Minha vida acabou, isso não vai dar nada aaaah eu não deveria ter entrado nessa namoro à distância é tão difícil ahhhhh vou me jogar da janela". Dedo de Deus: moro no primeiro andar.
 Não importa se a minha psicóloga lê milhões de vezes textos sobre "drama" ou "como os problemas se tornam pequenos" etc. Eu faço drama. Desde neném. Por tudo. Não que eu fosse tão chorona antes (vide aquele post que eu falo que chorei na frente de pessoas pela prima volta), mas agora que eu moro sozinha não tô nem ai. Ando desbundando de tudo. Mas bem, voltemos para o drama.
 Talvez o drama seja o ponto forte da minha vida. Digamos "meu dom". Se não fosse o drama eu não iria ver que o drama é inútil. E se não fosse o drama eu não iria resolver nada. Pois bem, pós drama feito por eu estar sem celular eu entrei no Skype, comprei R$ 25 de crédito e liguei para o meu namorado. De boa. Tranquila.
 O drama também me ajuda a destravar o nariz.
 E ainda ontem achei e fiz download de um monte de músicas novas e legais. Talvez não para vocês, mas eu gosto de Tetê Espíndola.
 (Baixei Led Zeppelin também, sou normal)





 Recado aos antigos leitores: li todos os comentários de vocês ontem. Por isso voltei. Mesmo que vocês nunca voltem. Eu não ligo. Estarei aqui.

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Estamos Funcionando - Saudades

 Resolvi reabrir o blog, estranhamente, um ano e alguns dias depois da última postagens. Tem tanta coisa acontecendo e... é estranho. Tudo. Essa sensação agora. É muito estranho. Na verdade, hoje é o primeiro dia que eu vou ficar sem falar com o meu namorado. Estou com o Pedro desde set/2011 todos os dias falo com ele. Não importava onde, quando... A gente conversava todos os dias. Mas hoje não é porque nada aconteceu, aliás, estamos muito bem. Ontem conversamos três horas no telefone sobre tudo. Talvez eu esteja escrevendo no blog porque estou com saudades.
 As vezes duvido de mim nessa relação tão complicada. Distâncias, problemas dele que tenho que lidar,  meus problemas que as vezes tenho que deixar de lado para ouvir os dele, saber lidar com o tempo, cada vez mais curto, com semanas sem se ver, com brigas, com ciúmes. O problema é que as vezes todos esses problemas me dão vontade de deixa-lo. Mas eu simplesmente não consigo. Eu não consigo ficar um dia sem falar com ele sem passar mal.
 Seria muito mais fácil arranjar um que estivesse próximo, que eu pudesse ver todos os dias, que estivesse na minha escola ou algo assim. Pena que assim eu estaria me enganando. É traiçoeiro. Comecei a namorar sem estar muito apaixonada, por que eu trocaria meu namorado que hoje amo por alguém que eu posso amar? E que provavelmente irei deixar também, já que ano que vem quero sair daqui? O problema é que quando fico sozinha não penso direito. Ainda bem que tenho o Hemi.
 Sim, adotei um gato. E ele é o meu companheiro, amado, meu filhote eterno. Carinhoso que só...

 Esse ano parece tudo traiçoeiro. Estou toda a flor da pele. O que se espera de alguém com dezessete anos? Eu estou sozinha em casa e super doente (estranho, falar "muito doente" parece que se tem câncer ou algo do tipo), não consigo nem falar direito. O problema é que eu estou com um hábito nojento de cantar toda hora e canto muito mal, troco a letra. Aliás, hoje é dia de "Vida Cigana", de Tetê Espíndola. A música que eu mais cantava antes de ir para a Berlim, que ainda me faz mal de tanta saudade.
 Se alguém sabe o que é saudade, sou eu. Saudades da Meg, dos meus pais, da minha cidade, do meu namorado, de Berlim. Queria ter passado esse feriado com alguém do lado, assistido um filme de terror e fingir espanto para ser abraçada e me sentir segura. 
 Por algum tempo vou ter que viver por aqui....

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A Alemanha (quase) Cinco Meses Depois

 Estou em Berlim há quase cinco meses e escrevendo pouquíssimo sobre isso. Coloquei mais fotos no Instagram do que pensei o que é esse lugar e nem tentei falar como é. Agora são 14:05 e eu estou almoçando no jardim da minha escola de idiomas (essa semana eu tenho livre e resolvi fazer o curso e como tenho curso dos Intercambistas as 16:30, é melhor eu ficar por aqui mesmo). Resolvi comer um sanduíche de camembert com salada no pão integral. E bem, eu estou completamente sozinha aqui. Estou sentada em uma mesa sem ninguém e todos estão em seus grupos, conversando em, na maioria, francês.
 Quando eu cheguei em Berlim, achei que ela fosse meu sonho, um lugar como Nova Iorque ou Paris: inacreditável. Mas não, Berlim é muito diferente de um sonho, ela é um desejo. Todo dia que fiquei aqui até hoje, pensei em me mudar pra cá e viver a minha vida toda andando de S-Bahn por aí. Acho que não tem nada mais bonito que Berlim, eu juro. E se esse post ficar muito meloso, me deitem no chão.
 Primeiramente quero dizer que Belim não é Bayern. Não temos loiros gordos e rosas dançando com roupa esquisita e bebendo um monte de cervejas. Berlim é muito mais sofisticado do que as pessoas pensam e... Cara, eu nunca fui pra Bayern, mas foi isso que me disseram de lá. Mas pois bem, voltando pra Berlim, aqui é uma mistura de... Bem, Nova Iorque e Paris. Se eu conhecesse Paris diria com mais certeza, mas não posso afirmar. Berlim é velha e nova, branca e preta, doce e amarga. Não tenho como dizer ao certo. Berlim até hoje é duas.

 E era só isso que eu queria dizer.

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Exercícios I


Hoje, como sempre, parei duas horas do meu dia pra conversar com o meu namorado. Conversamos normalmente, uma hora e meia. Na última meia hora, ele disse que possuía um carinho enorme por Boa Vista. Eu tenho um carinho enorme por ela também, mas não a discutimos. Lembramos que foi de lá, o primeiro avião que tomamos
juntos. Foi o nosso primeiro beijo no ar, e logo depois disso eu cai no sono. Mas o embarque me lembrou a dor que foi. Olhava tudo de outro modo, tudo era uma despedida.
Antes de sairmos para o aeroporto, eu não achava meu celular. Eu estava tão nervosa que eu não pensava. O celular já estava no carro. Todos correram pela casa, até que achamos: eu já suava e respirava com dificuldade. O nervosismo era enorme. Eu ia embora daquele lugar e parecia que seria pra sempre. Cheguei no aeroporto e despachei as malas. Não lembro exatamente o que aconteceu até eu sentar na mesa da praça de alimentação e chorar. Muito. Eu não conseguia parar, e chorava extremamente alto. Eu não me importava, aquilo precisava sair de mim. Lembro exatamente dessa parte. Eu, entre minha irmã e minha mãe, meu pai do lado desta e o Pedro de frente pra mim. Não lembro como me olhavam, eu só chorava. Foi a pior sensação que tive. Lembrar disso, agora ou há trinta minutos atrás me dói a cabeça e os olhos. Partir é a pior coisa que existe.
Subi no avião e ainda chorava. Eu soluçava um pouco, mas me controlei. Em alguns segundos eu estava no ar, beijei aquele que estava do meu lado e dormi. Acordei só em São Paulo.
São Paulo já foi outra coisa. Fiquei muito bem em Botucatu e tudo parecia tudo perfeito. O nervosismo parecia ter passado e tudo parecia uma delícia. Depois de uns três dias em Botucatu, voltei pra São Paulo. Fiquei na casa do Pedro e meus pais chegaram um dia depois. Voltei para Botucatu com a minha mãe. Era dia trinta e eu iria embora dia três. Me despedi do Pedro, chorando de novo, mas estava feliz por estar com a minha mãe. O combinado era voltarmos dia dois para São Paulo, e isso me deixou em pânico.

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O Conto de Pierrot (Ferdinand)

Andava um homem pelas ruas de Paris, numa noite cheia de vento de verão, sozinho e fumando um charuto, não pensando em nada, indo talvez comprar mais charutos ou cigarros, um vinho ou flores para colocar no quarto. Enquanto esse homem vagava nas ruas escuras de Paris, ele esbarrou em alguém. Era muito alta, trajava roupas completamente negras e não tinha rosto. Era a Morte. Aquele homem tinha esbarrado com a Morte nas ruas escuras de Paris em uma noite de verão cheia de vento.
Ele correu para casa, deixou seu charuto cair no chão e nem virou para trás. Quando chegou em casa, pegou somente dinheiro, colocou no seu bolso, sentou-se no seu carro e acelerou para o sul. "Não é a minha hora, não é a minha hora!", pensava. Fugia para o sul para nunca mais encontrar a morte. "Não penso que seja minha hora. Realmente não é minha hora". Dirigia.
E ele ia, continuava indo, a caminho de Cannes ou qualquer cidade do sul, onde ele ficasse perto do mar, onde ele não encontrasse a morte, porque ele sabia que não era sua hora de morrer. Ficava repetindo isso várias vezes, que não era sua hora. E assim ia dirigindo para o sul, nem ouvindo que a rádio não sintonizava porque ele saiu da estrada principal. Ainda estava espantado com a imagem da Morte e como ele a havia encontrado no caminho de casa naquela rua pacata. Tanta gente pra morrer! E ela esbarra logo nele! A Morte é tão injusta e imponente quanto Deus.
A rádio sintonizou e ele chegou em uma cidadezinha na beira do mar. Dirigiu por mais alguns minutos, respirando feliz, aliviado. Havia escapado da Morte. Até dirige mais, completamente alegre, e canta: oh I'd love to climb a mountain and reach the highest... Bate em uma parede de concreto. Não viu o nascer do sol.

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Fatos de Rodoviária

 Eu sentei em um banco. Ao meu lado eu vi uma senhora idosa, de pele morena que fazia um contraste enorme com os cabelos brancos, vestindo tecido fino, dos ombros até os tornozelos, sorrindo ardente. Ele comprava as passagens pra gente ir embora daqui de novo, ir para nossa cidade. E ainda a velhinha sorria.
 - Meu neto vai se casar! E eu tô indo pro casamento dele em São Paulo e você?
 - Ah, eu vou pra São Paulo só pra passear... Você vai sozinha?
 - Vou com a minha filha, nunca fui pra São Paulo... Tô tão feliz que ele vai se casar! Vou comprar um vestido novo lá também.
 - Puxa, que ótimo, felicidades pra ele!
 Meu namorado chegou "comprei, vamos?" e a velhinha ainda sorria, dava dó de abandona-la por ali. Então ela, faceiramente, olhou pro meu namorado e disse "meu neto vai casar!" e ele respondeu sorridente "desejo-lhe felicidades". Mas ela não parou, ela tinha que perguntar, quando nós já estávamos de pé e indo embora:
 - E vocês, quando vão se casar?
 E ele respondeu, naturalmente:
 - Logo! Eu já pedi, só falta ela aceitar.
 E olhei pra ele, assustada "mas eu já aceitei!"

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Diário de Viagem III

Coisas que eu não disse ontem: depois que eu escrevi sobre o dia de ontem, coloquei o pijama e me deitei, me chamaram pra jantar. Eram oito horas, mas eu estava cansada. Bem, desci e fui jantar. Martin fez chicken curry e eu acho que todo mundo sabe que eu odeio comer frango, eu só como frango em ocasiões muito especiais, como: quando o pai do Pedro cozinha (sério, o Sr. Achilles é mil vezes melhor que o Jamie Oliver. E o melhor de comer a comida dele é que a gente ganha ele de brinde, o cara é o máximo), quando minha avó faz fricassê e quando eu ainda tô querendo agradar. O pior é que eu gostei, o frango não tava com gosto de frango, então não me senti muito culpada (eu comi um pedaço de um tamanho de uma borracha). Mas pois bem, a gente não jantou sentado na mesa e tal. Eu tava de pijama e um roupão (que a Conny me emprestou) por cima, todo mundo tava de moletom e nós comemos enquanto assistíamos "Two and a Half Men" em alemão.  Foi um ótimo exercício pra mim, assistir TV.

Bem, vamos começar meu dia: hoje a aula começou só as 8:50, então eu acordei as 7:30 e tomei um banho demorado, arrumei meu quarto, minha bolsa, me arrumei e desci. Eram já 08:15 e eu achava que todo mundo estava me esperando, mas não. A Louisa se atrasou e tudo, saimos de casa muito tarde e ainda pegamos um caminhão de lixo na nossa frente. Eu já estava pensando no pior, perder aula e tudo, mas conseguimos chegar na hora que o sinal bateu. A aula foi boa e hoje eu tive aula de espanhol, o que foi maravilhoso e restaurou minha fé, porque foi a primeira aula que eu entendi. O professor também fala um alemão muito claro e foi muito bom pra mim. A aula de francês foi boa também, a professora me pediu pra desenhar le drapeau aux Brasil e eu desenhei, escrevendo as cores. Verde - ver - grün, amarelo - jaune - gelb, azul - bleu - blau. Ah, meu nariz sangrou de novo. Aliás, toda vez que eu assopro ele, ele sangra. É meio nojento.
Depois da aula, eu fui comer o famoso Dönner alemão. É uma comida turca e aqui tem muito disso, já que o Brasil dos japoneses é a Alemanha dos turcos.  É como um sanduíche, cheio de coisa e com aquela carne de kebab, muito gorduroso, espero nunca mais comer (mesmo sendo gostoso), porque não me caiu muito bem. Voltei pra casa, fiz um pouco da minha tarefa e depois a Lisa saiu pro jogo de futebol que teve aqui hoje. Esperei até Conny chegar e me levar até a estação pra eu ir pro curso e foi isso mesmo que aconteceu. Peguei o U-Bahn S1 pra Oranienstrasse ou algo assim e fui até a Nordbahnhof, onde eu deveria ter pego o bonde pra Kartanienallee ou algo assim. Mas não, eu peguei o bonde errado e fui parar lá no cafundé de Berlim. Já liguei desesperada pra minha Gastmutter, mas nada de conexão. Então liguei pra minha mãe de verdade, berrando no meio dos alemães "MÃE TÔ PERDIDA O QUE EU FAÇO?". E sabe o que eu fiz? Voltei tudo. Andei até em casa, porque não consigo ligar pra ninguém daqui por nada e cheguei na porta da Möllerpfad 9. Sai de casa as 17:20, cheguei de volta as 19:50. 
Bati na porta. Nada. Chutei a porta. Nada. Bati o cotovelo na porta. Nada. Toquei a campainha. Nada. "Ô mãe, mimim, eu cheguei em casa mas ninguém me atende mimimi tô pra fora no frio!" e fiquei no frio em pé e batendo na porta loucamente por mais 30 minutos, até que por sorte a Isabelle chegou e abriu a porta pra mim.
Pareceu que tudo foi embora quando entrei na casa, quentinha e senti cheiro de comida. Eu tava com frio, com fome e com sede. Tomei um copão de água, bem cheio (aqui eles só tomam água com gás, mas agora estão comprando a natural pra mim. Acredita que quando você pede água num bar ou sei lá, ela vem com gás e não natural? A água natural daqui é com gás. Eca), comi um mini hamburguer home-made e uma salada de cogumelos e de sobremesa uma salada de frutas com creme de leite. Ah, tudo bem. Ficar triste por quê? Agora tava tudo certo. Depois do jantar, li a Folha online e vi um pouco de TV. Hoje eu não tive vontade nenhuma de chorar.

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